É a ti que eu quero, hoje, amanhã e acho que ontem também.
Ando regelado buscando calor.
Leva-me ao inferno.
Lá, deleitar-me-ei com o teu aconchego, sufocando no calor intenso com que o teu corpo, qual carvão, alimenta o fogo das trevas.
É a ti que eu quero.
Eu senti-me um pouco tonto, hoje, ontem, quando te vi noutros braços.
Desejei o diabo como cúmplice, mas percebi que só a ti queria a meu lado.
Meu inferno, meu desassossego.
Estou sozinho na noite, vem ocupar o meu leito desabitado.
Por ti iria à Bulgária, só para me sentir dentro de ti.
Percorrer as tuas ruelas, buscando o recôndito de ti.
Anda! Deixa-me ser o cabelo que acaricia a tua face e envolve a tua concha.
De onde, estou certo, sairás, pérola, que só eu vislumbro por entre o fumo que a tua silhueta liberta para me despistar do teu coração.
Anda! Também eu quero agarrar o bambolear das tuas ancas.
Aqui faz frio, eu fico imóvel esperando pelo teu desnudado corpo.
Anda! Tenho o lábio mordido de tanto procurar os teus.
Roo-me de inveja de quem te tem.
Ai o que eu choro por ti.
Eu vou gostar sempre de ti.
Aqui faz frio, anda!
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