domingo, outubro 9

APTOS PARA PROCRIAR?

Se queremos adoptar uma criança somos sujeitos a uma infindável bateria de testes, de questões, de exames à paciência levada a extremos. Somos submergidos na maquina burocrática que se alimenta do nosso desespero e se oleia com a nossa paciência e persistência. Passamos por todos os filtros, por todos os tapetes rolantes até voltarmos a emergir exaustos, mas contentes com a luz verde do nosso sonho. Todo este moroso processo se torna hediondo quando constatamos que o nosso sonho é apenas fazer outro ser feliz, dar-lhe o carinho e o amor que a natureza ou a sociedade lhe sonegaram à partida.

Claro que se trata da vida de uma criança e portanto terá de haver um cuidado especial na escolha dos que dela cuidarão, mas um cuidado não se arrasta anos nem dificulta tanto as coisas a ponto de nos fazer desesperar.

O irónico é que quando duas pessoas decidem engravidar ninguém lhes faz perguntas nem são submetidas à hedionda máquina burocrática. Como se todos fossem aptos para serem pais. Como se qualquer pergunta ou crivo sejam considerados atentados da liberdade individual. Então e a liberdade do nascituro quem a protege? Pois senhores legisladores deviam saber que há pais que são totalmente inaptos, a quem a vontade e o amor paterno não se constituem como elemento que proporciona bem-estar às suas crias.

Eu conheço dois a quem nunca deveria ter sido dada licença para procriar. Dois que se esse crivo existisse nunca passariam nele pois consideram-se demasiado grandes para serem sujeitos a tão amiudado escrutínio. Hoje a inspiração não me favorece e portanto vou apenas ser directo. Essas duas pessoas nunca deveriam ter sido autorizadas a ter filhos. Só fazem merda!!!

Mas a natureza é sempre tão irónica e deu-lhe uma cria que não se sente nada preparada para ter filhos, que não se sente capaz. Mas mesmo com todo o seu egoísmo eu considero que será uma grande mãe. Porque digo isso? Porque os animais são sempre excelentes progenitores e criadores e não têm mais que inteligência emocional. E isso tem esta moça de sobra.

Sem comentários:

Enviar um comentário