Aplico a velha máxima de Francis Bacon "...Não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar..."
sábado, janeiro 7
Por vezes temos de fazer algo realmente mau
Por vezes temos de fazer algo realmente mau só para conseguirmos continuar a viver. Estabelecendo esse momento como referência do nosso pior para que, doravante, alinhemos as nossas acções e comportamentos por uma bitola mais elevada.
Nos momentos de marasmo e deriva, em que o sentido parece ter deixado de existir necessitamos do espírito de missão para corrigir o mal que fizemos e conseguir avançar. Assumindo como objectivo de caminhada a reparação desse mal. Fazemo-lo inconscientemente claro, mas com a consciência de que 80% das nossas decisões, acções são comandadas pelo inconsciente. É um subterfúgio, claro! E de certeza que existirão milhares de outros subterfúgios mais úteis á sociedade e a nós próprios que servirão o propósito de dar um novo sentido à vida. Podemos dedicar-nos a uma causa, a um trabalho, a uma paixão mas lá no fundo ficará sempre aquele alicerce torto e fragilizado sobre o qual estamos a refundar a nossa vida. E como diz sabiamente o povo: “O que nasce torto tarde ou nunca se endireita”.
Temos de sentir, a frio, a dor do corte, o pastoso e frio coalho do sangue que dele brota. Temos de deixar um tsunami invadir-nos que não deixe alicerce algum em pé. Só nessa altura atingimos o nosso limite e em situações limite conhecemo-nos a nós como nunca ousáramos fazer. Temos de aceitar a ruptura do nosso paradigma e aceitar que um novo paradigma possa emergir, suplantando a teoría-lider vigente por uma nova visão da realidade. Estaremos então prontos para reconstruir consistentemente o nosso rumo, reparando os danos causados e adoptando a oposição a esse mau momento como linha orientadora de conduta.
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O apocalipse esta perto e a redenção cada vez mais longe
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