Quando perdemos algo vamos de imediato fazer uma busca. E por vezes apanhamos um cagaço dos diabos quando abrimos certas gavetas!
A perda, mesmo para os donos da verdade, implica sempre um processo de busca da coisa perdida, processo esse que normalmente se inicia no sítio mais provável onde a perda ocorreu e prossegue em direcção a sítios menos prováveis, mais longínquos mas por onde também um dia passamos.
É no reviver dessas passagens que por vezes apanhamos sustos, pois se a coisa perdida era muito valiosa vamos analisar cada acto em detalhe, vamos rever cada gesto, cada comportamento e enquanto fazemos esse processo, por vezes, vemos claramente algo que nunca antes quisemos ver para não nos distrairmos da valiosa coisa agora perdida.
Falo em sustos porque a sôfrega ânsia da busca leva por vezes a que tiremos conclusões precipitadas.
Noutros casos os sustos transformam-se em baques pois num momento percebemos que a coisa agora perdida nunca foi nossa.
Sem comentários:
Enviar um comentário