É um facto que a simplicidade da natureza nos surpreende a cada passo dado de olhar atento. Não é preciso estar concentrado nem sequer estar em busca. Basta apenas olhar com vista de criança, retirar os filtros sociais e abrir os olhos e o coração daquela forma desprendida que apenas permite absorver. Olhar de esponja!!!
Quando olhamos de esponja conseguimos ver a imponente elegância de um pinheiro adornado da sua perene folhagem. E se conseguirmos estar de tal forma secos que absorvamos qualquer gotícula de líquido observaremos a essência do pinheiro. A perenidade da sua folha ou grama se assim a quisermos chamar. Faça sol ou faça frio, chova ou caia neve os ramos do pinheiro estão sempre protegidos pela fiel folhagem. Não é eterna é certo mas reinventa-se a cada queda, e da reinvenção nasce sempre uma nova folha com o mesmo propósito de sempre. Proteger o ramo e a seiva que lhe dá vida.
Não teorizo sobre a humanidade nem o sentir das arvores, limito-me apenas a concordar com a simplicidade da natureza e admito a razão do pinheiro. Haverá algo mais importante do que no meio da borrasca nevada, da geada feroz poder contar com o conto da folhagem que nos cobre e que alimentamos?
Estou tentado a comparar folhas a amigos, mas a quantidade deita por terra a minha veleidade. Embora as folhas e os amigos se alimentem de nós e ao mesmo tempo se revistam da importância vital da fotossíntese não sei se será muito honesto comparar folhas a amigos.
E se as folhas fossem apenas sentimentos? Seria menos válida a comparação?
Não arrisco desta vez, deixo apenas o 25 de Abril funcionar.
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