quinta-feira, dezembro 1

E SE...

E se não deixássemos passar a oportunidade de dizer amo-te
E se o disséssemos sempre que o sentíssemos
E se não reduzíssemos os sonhos a pequenos momentos de evasão
E se no meio da multidão não desistisse de te procurar encontrando-te
E se um olhar de palavras não carecesse
E se fossemos ajudados quando precisamos e não quando estamos bem
E se olhar o céu não fosse um luxo
E se o por do sol não fosse uma coisa de fotografia
E se dar a mão fosse mesmo sentido e não força de hábito
E se os 40 km até ao mar da Figueira não fossem uma desculpa
E se fazer não fosse apenas um verbo
E se o medo não paralisasse
E se menos que tudo não fosse admitido
E se fosses apenas tu
E se fossemos felizes com o que temos e não com o que queremos
E se sorríssemos a um estranho
E se ser solidário não fosse comprar arroz e salsichas para o banco alimentar
E se fossemos capazes de pensar e agir em grupo
E se o teu bem fosse o meu e o meu o teu e dos outros
E se o salário mínimo não fosse mais que um dado histórico
E se pagar as dívidas fosse norma
E se fome não fosse mais que uma hipérbole de vontade de comer
E se a cor da pele fosse apenas uma questão de pintura
E se o Obama fosse lenda apenas pelas suas acções
E se eu abdicasse do remanescente das 100 grs de carne e elas fossem parar à tua boca de quem as tens de menos
E se dar fosse o primeiro passo para receber
E se o umbigo não fosse mais que uma parte do corpo desprovida de utilidade
E se chorar fosse permitido
E se as fraquezas assumidas fossem uma virtude e não uma desculpa
E se os beijinhos viessem aos mil
E se o carinho não fosse um luxo
E se os especuladores fossem presos e os políticos responsabilizados
E se pessoas como o Sílvio Berlusconi não fossem admiradas
E se o Sócrates se deixasse de estudar e se enclausurasse na cadeia
E se o Alberto João fosse banido da televisão
E se a politica fosse coisa cívica
E se não existisse o facebook
E se a televisão passasse apenas desenhos animados
E se o MSN não fosse um esconderijo
E se a internet não servisse para descarregar musicas e filmes sem pagar
E se mesmo que servisse pagássemos de livre vontade
E se o dinheiro servisse para dar conforto aos outros
E se plantar uma árvore não fosse uma excepção
E se brincar não fosse só coisa de criança
E se a terra do nunca fosse a nossa casa
E se esta lista tivesse um fim não seriamos mais felizes?

3 comentários:

  1. Vânia09:54

    Ui, ui!... Andas aos trambolhões. Deixa os "e se..." e escreve o mesmo que escreveste, mas em vez de usares o condicional, utiliza o modo indicativo, o da certeza. ;)

    Beijinhos

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  2. Anónimo23:21

    Bem visto... Bem visto mesmo...
    Jito

    OR

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  3. Anónimo00:58

    Sem duvida seria bem melhor

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