Nos somos plasticina, o tempo é calor e os sonhos são o molde!
Comparar o ser humano a um material inanimado e sem consciência não é de todo consensual. No entanto se conseguirmos ultrapassar As questões de pormenor e abrimos o espírito ao pensamento lato facilmente percebemos a pertinência desta comparação. À nascença não somos mais que material bruto com uma enorme capacidade de moldagem. Moldagem essa que se fará de dentro para fora e também de fora para dentro, dado que a influencia social é insociável da génese humana.
É o tempo que nos fornece o elemento essencial para que possamos materializar esse potencial de moldagem. O calor! No entanto nem sempre o tempo é sinónimo de calor, por vezes deparamo-nos, no decorrer da nossa existência, com situações adversas aqui personificadas em “baldes de água fria”. São acontecimentos que nos trazem sofrimento e nos tornam mais defensivos, menos ávidos do novo, mais rotuladores. Enfim são experiencias que, por serem frias, nos retiram capacidade de moldagem deixando-nos menos ricos, ou pelos menos com menores possibilidades de nos enriquecermos pelas diversas oportunidades com que a vida nos presenteia.
Mas então como evitar que os “baldes de água fria” nos retirem potencial de riqueza pessoal? A questão é boa mas temo que a resposta deixe a desejar. Vou, no entanto, arriscar opinar.
Se tivermos por regra ter a nossa plasticina aquecida a, por exemplo, 40 graus, e esta for sujeita a “um balde de água fria” seja, um arrefecimento de 15 graus ela perderá, claro, elasticidade. No entanto se tivermos a nossa estrutura pessoal preparada, habituada e focada a estar permanentemente na estufa dos 40 graus, após o choque inicial, rapidamente nos voltaremos a concentrar na estufa dos 40 graus e rapidamente reconquistaremos a elasticidade perdida. Em termos mais simplistas; se perante uma adversidade não nos focalizarmos apenas na desgraça que esta constituiu e voltarmos rapidamente ao caminho inicial, a desgraça constituirá apenas um contratempo. Mais simplisticamente ainda; se nos concentrarmos em todas as coisas boas que já nos aconteceram antes da desgraça, e perante a ocorrência da mesma tivermos o discernimento de não perdermos a autoconfiança facilmente ultrapassaremos a adversidade e nos tornaremos mais fortes. Pois a amplitude de temperatura tem o condão de tornar os materiais mais fortes e mais coesos.
Por último os sonhos são o elemento que enformam a plasticina. É através deles que nos moldamos de dentro para fora e que nos pomos a jeito de receber a adequada moldagem de fora para dentro, ou moldagem social, que virá complementar e amplificar a moldagem desejada por cada um. É simplesmente colocarmo-nos no local certo à hora certa e não confiar tudo à ventura. Aquele que sonha e persiste mais facilmente vislumbrará e agarrará as oportunidades que aquele que navega ao sabor da circunstancia.
No entanto a moldagem deve ser perfeita, não devem existir brechas no molde, nem o nosso molde perfeito deve ser construído à custa dos materiais de outros moldes. Ou seja, devemos ser consistentes e coerentes e não devemos deixar que a prossecução dos nossos sonhos destrua os sonhos dos outros.
"E por vezes, alguém surge do escuro
ResponderEliminare dá-nos a mão. Seja ou não seja dono de cão.
Nesses dias, o sol parece gente.
Por vezes, até há gente que parece sol.
Depois, é caminhar, caminhar, caminhar.
É que no fundo, não temos lugar. "
Teresa
lindo.... gostava de escrever assim
ResponderEliminarOR