
Nunca mostres o que és. Os outros ficam com uma impressão tua mais cara e clara se assim fizeres.
Se mostrares que tens medos não revelarás coragem de quem enfrenta os seus demónios mas que és, tão-somente, uma presa fácil.
Assume comportamento de pavão; mostra apenas o melhor e o mais sumptuoso que há em ti. A regra do facilitismo dita que a forma define o conteúdo.
Foge sempre que as coisas se complicam. É sempre mais seguro que ficar e enfrentar. Ser herói só vale a pena se houver um jornalista por perto e nem mesmo a TVI se interessaria por uma história de estoicismo caseiro.
Se não tens a certeza absoluta que podes dominar não ataques. A fome é invisível, a ousadia do tentar também o é, mas uma tentativa frustrada será alardeada aos sete ventos.
Nunca esqueças que assumir e destapar as tuas fraquezas não é nem um pouco sexy.
Porquê fazer pelas próprias mãos se o podes comprar já feito. Afinal a teoria do ovo de Colombo é muito válida.
Porquê trilhar o nosso próprio caminho, cravejado de pedregulhos, se podemos ir de avião na companhia de mais duzentos passageiros. É mais rápido, menos cansativo, menos solitário e sobretudo menos exigente em termos mentais. Basta seguir os outros duzentos. É impossível que tantos estejam enganados.
A dúvida não é o repuxar do cimento que dá solidez à parede. É apenas um sinal que deves fugir a sete pés. Afinal, antigamente, construíam-se as casas com palha e barro.
Não penses nem te questiones tanto, limita-te a seguir as indicações. Caso contrário estarás a desperdiçar o dinheiro da mensalidade da televisão por cabo.
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