Hoje,
aí no alto, o ar está rarefeito
não
esqueci como me ensinaste a respirar
mas, já
cá não estás
para
me ajudar no ritmo do peito
Hoje,
aí no alto, o verde perdeu cor
a quietude do fresco ar perdeu serenidade
a os que contigo a partilhavam
perderam
quem lhes mitigava a dor
E
a cada memória
um
sorriso apodera-se de mim
são
tantas que me considero rico
acompanhámo-nos
até ao fim.
Hoje,
aí no alto, perdeu-se um destino
esse teimoso portão
sentir-se-á
desacompanhado agora
lembrar-vos-ei
sempre com carinho
Amanhã,
aqui em baixo, o sol acordará a brilhar
o chilrear destes dois pousados no meu parapeito
desperta-me
num contentamento
é a tua lembrança que me veio sossegar
E
a cada memória
um
sorriso apodera-se de mim
são
tantas que me considero rico
acompanhámo-nos
até ao fim.
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