Tentar descrever o amor a uma hora destas só pode dar numa comparação destas : AMOR É UMA EQUIPA DE VOLEI DE PRAIA!!! Perdoe-me Camões, perdoe-me D. Inês de Castro mas os meus recursos só me permitem esta descrição.
Amar é antes de tudo uma equipa, pois ser equipa pressupõe já alquimia, complemento, coordenação, sacrifício, compreensão, entreajuda, consonância e constância. É uma equipa de volei de praia porque é jogado a dois. Num jogo onde a bola representa a vida, o amor, a dificuldade.
E por isso, tal como na vida, temos de mantê-la sempre no ar, seguir as regras, defender e preparar caminho para que o outro a possa atacar marcando um ponto por nós. Tal como no amor porque temos sempre de improvisar, antecipar, reagir, sincronizar, fazer a dois, mantê-la no ar, suavizar os golpes e apresenta-la ao outro, de bandeja, para que possa melhor usufruir da oportunidade em que transformamos. Tal como na dificuldade há que saber defender, ser corajoso, amortecer o golpe, contando que ao nosso lado, atrás ou à frente, estará alguém para nos amparar, para responder e para rechaçar, vendo assim o nosso esforço compensado.
Amar é um jogo de volei de praia onde o dia-a-dia é o adversário e a rede é símbolo dos obstáculos que a vida nos impõe. Onde o campo é de areia irregular, tal como os dias, onde as regras são a sociedade e onde as linhas delimitadoras do campo são as regras. Podemos sempre ultrapassa-las, de pé, deitados ou a voar desde que não deixemos a bola cair.
O volei é físico, feito de sincronias, sinapses, complementos, incertezas, adivinhações, dinâmicas, harmonias, brusquidão, elasticidade, flexibilidade, rapidez, “amortis”, ataques, choques, suor, dor, treino, experimentação, encaixes, imaginação, superação, incentivo, química, visão periférica, movimentos constantes, exaustão, calor, sol, alegria, prazer e festejo do ponto marcado.
Assim é também o amor. Assim é também amar!
O volei é um jogo, onde o ganhar e o perder são o denominador, a entrega é o numerador e a paixão é a variável. De nada vale ganhar se a entrega for zero, e resulta impossível perder se a entrega existir diferente de zero. Mas tende a anular-se quando a variável se aproxima de zero. Não é lógico o amor, é certo! Mas pode encaixar nesta equação. Como em todos os jogos perde-se e ganha-se, recrimina-se e saúda-se, existe a sorte e o azar, vive-se intensamente o momento, dão-se voltas e reviravoltas no marcador e, no final, resta a intensa alegria da vitória ou o reconfortante sentimento de tudo ter feito, no momento da derrota. Não há vencedores antecipados mas há perdedores anunciados quando a entrega e o esforço são zero.
Tudo isto é preciso saber para poder apenas jogar. Para ganhar um só jogo à que passar todo este saber da teoria á prática através do treino. Imaginem agora vocês o que é preciso para ganhar um campeonato e depois digam-me por favor!!!
eu não digo nada: se queres saber vai ler.:-)
ResponderEliminarIsso é maldade... eu queria saber :)
ResponderEliminarDistraido
Isso é maldade. Eu queria saber:)
ResponderEliminarO amor também deveria ser como uma bola de volei ... bastava gritares "minha" e os teus colegas afastavam-se !
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