A serenidade não é apaixonante! Sei de antemão que a maioria das meninas/mulheres que me lerem protestarão veementemente contra a minha afirmação. Digo meninas/mulheres porque é preciso ser já mulher para perceber e protestar o afirmado, digo menina porque, olhado de forma platónica, todas as mulheres têm uma aura de menina que nos transporta para o plano da contemplação e do encantamento. Alem disso chamar menina a uma mulher confere-nos um misto de galanteador sensível que, por vezes, resulta em charme.
Antecipando os inúmeros argumentos que tentarão desmembrar a minha singela frase, apresso-me a mobilizar defesas que me permitam, ao menos, suportar o primeiro embate.
Tentando fugir à frase feita, mas assentindo com a verdade sempre contida nos ditos reutilizados pelas bocas do povo, não posso deixar de reconhecer fundamento quando alguém me confidencia: “… parece que os/as escolho a dedo no caixote do lixo…”. Não me atrevo a contestar a irracionalidade que sempre envolve qualquer relação, mas apraz-me difícil aceitar o carácter redutor e quase sempre reconfortante dessa irracionalidade. Não a refuto, mas também não a aceito plenamente.
Agindo individualmente, todos nós procuramos alcançar o melhor, aquilo que nos traz mais conforto, maior sucesso, mais segurança, mais prazer. Este comportamento é transversal a todas as fatias que compõem o nosso bolo, ou melhor, a quase todas, pois, pelos vistos, no campo afectivo não é assim.
A questão que para mim se adorna de incompreensão é a razão pela qual quando temos a nosso lado alguém que nos suporta, que nos entende, que serena as nossas ânsias, que nos dá incondicionalmente… enfim, que nos compreende melhor que nós mesmos, acabamos sempre, ou por nos aborrecer da pessoa ou por coloca-la na prateleira da amizade, ignorando, quase sempre, que esta afectividade é mais carente de alimento que a relação amorosa. Porque cismamos em amar o prejudicial e desbaratar o benéfico? Será a nossa faceta de salvadores do mundo que se sobrepõe ao evidente?
UUm batalhador leal, chegada a hora da derrota, retira-se com gentileza. Pois aceito a derrota neste particular e, convencido e vencido, grito:
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumadores teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é dado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã de ópera. Isso são apenas referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Por vezes é preciso perder uma batalha para ganhar a guerra. Hasteio pois, a bandeira da vitória, provando com o acima dito que a serenidade não é de todo apaixonante. Resta-me agora saber se o passo que dei atrás, neste texto, se traduzirá em dois em frente. Mas isso são outros quinhentos! E a minha “troika”,hoje, impõem-me contenção.
A serenidade não é apaixonante! Sei de antemão que a maioria das meninas/mulheres que me lerem protestarão veementemente contra a minha afirmação. Digo meninas/mulheres porque é preciso ser já mulher para perceber e protestar o afirmado, digo menina porque, olhado de forma platónica, todas as mulheres têm uma aura de menina que nos transporta para o plano da contemplação e do encantamento. Alem disso chamar menina a uma mulher confere-nos um misto de galanteador sensível que, por vezes, resulta em charme.
Antecipando os inúmeros argumentos que tentarão desmembrar a minha singela frase, apresso-me a mobilizar defesas que me permitam, ao menos, suportar o primeiro embate.
Tentando fugir à frase feita, mas assentindo com a verdade sempre contida nos ditos reutilizados pelas bocas do povo, não posso deixar de reconhecer fundamento quando alguém me confidencia: “… parece que os/as escolho a dedo no caixote do lixo…”. Não me atrevo a contestar a irracionalidade que sempre envolve qualquer relação, mas apraz-me difícil aceitar o carácter redutor e quase sempre reconfortante dessa irracionalidade. Não a refuto, mas também não a aceito plenamente.
Agindo individualmente, todos nós procuramos alcançar o melhor, aquilo que nos traz mais conforto, maior sucesso, mais segurança, mais prazer. Este comportamento é transversal a todas as fatias que compõem o nosso bolo, ou melhor, a quase todas, pois, pelos vistos, no campo afectivo não é assim.
A questão que para mim se adorna de incompreensão é a razão pela qual quando temos a nosso lado alguém que nos suporta, que nos entende, que serena as nossas ânsias, que nos dá incondicionalmente… enfim, que nos compreende melhor que nós mesmos, acabamos sempre, ou por nos aborrecer da pessoa ou por coloca-la na prateleira da amizade, ignorando, quase sempre, que esta afectividade é mais carente de alimento que a relação amorosa. Porque cismamos em amar o prejudicial e desbaratar o benéfico? Será a nossa faceta de salvadores do mundo que se sobrepõe ao evidente?
Um batalhador leal percebe quando a hora da derrota chega e retira-se com gentileza. Pois aceito a derrota neste particular e, convencido e vencido, grito:
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumadores teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é dado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã de ópera. Isso são apenas referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Por vezes é preciso perder uma batalha para ganhar a guerra. Hasteio pois, a bandeira da vitória, provando com o acima dito que a serenidade não é de todo apaixonante. Resta-me agora saber se o passo que dei atrás, neste texto, se traduzirá em dois em frente. Mas isso são outros quinhentos! E a minha “troika”,hoje, impõem-me contenção.
Prá Madrinha.
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